A certificação foi conferida pelo
Ministério da Cultura, por meio do Programa Nacional Cultura Viva, reconhecendo
o trabalho contínuo, coletivo e comprometido que nossa comunidade desenvolve ao
longo dos anos. Essa dupla certificação não é apenas um título institucional —
é o reconhecimento público de uma história construída com ancestralidade,
resistência e criatividade.
Ser Ponto de Cultura
significa integrar uma rede nacional de iniciativas culturais vivas, enraizadas
nos territórios e comprometidas com a transformação social por meio da arte e
da educação. Ser também Pontão de Cultura amplia essa responsabilidade:
torna-nos articuladores de redes, formadores de outros coletivos, irradiadores
de experiências e saberes.
É resultado de ações coletivas, de
encontros, de projetos realizados com coragem e fé no poder transformador da
cultura.
Assumimos, com ainda mais
compromisso, a tarefa de ampliar oportunidades de formação, circulação
artística e participação comunitária. Seguiremos fortalecendo práticas
artísticas, educativas e de memória coletiva, promovendo rodas de saberes,
oficinas, apresentações culturais e ações que valorizem os saberes
afro-brasileiros e populares.
Continuaremos sendo espaço de
encontro, resistência e inovação — um território onde a cultura é vivida como
direito, como expressão de identidade e como instrumento de emancipação.
Este reconhecimento também foi
possível graças às instituições e coletivos que confiaram em nosso trabalho e
nos apresentaram como Ponto e Pontão de Cultura. Manifestamos nossa profunda
gratidão ao:
- Quilombo
do Tomba
- Grupo
de Capoeira Nossa Cultura
- Nego
D’Água
- Secretaria
de Cultura de Paratinga
- Museu
Alto Sertão Baiano
- Casa
Anísio Teixeira
- Universidade
do Estado da Bahia
- Secretaria
de Cultura de Caetité
Cada carta de apoio representou um
gesto de confiança e de reconhecimento mútuo. Cada parceria reafirma que
cultura se constrói em rede.
Que esta certificação inspire novas
parcerias, novos projetos e novos investimentos. Que sirva de incentivo para
que mais coletivos resistam, floresçam e fortaleçam seus territórios.
O Ilé Àṣẹ Ojú Oòrùn permanece de
portas abertas, sustentado por sua ancestralidade, guiado por seus princípios e
comprometido com seu território — a serviço da cultura, da comunidade e da
vida.

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